Clube de Montanhismo da Arrábida
  • Inicio
  • CMA
    • Inscricoes
    • Parcerias
    • Calendario 2013
    • FCMP Licencas Desportivas
    • FPVL Licencas Desportivas
    • Biblioteca
    • Artigos, Regulamentos, Videos
  • Cursos
    • CMA / FCMP / FPVL
    • Escola Parapente CMA
  • Modalidades
    • Escalada
    • Montanhismo
    • Orientacao
    • Parapente
    • Pedestrianismo
    • Trail Running
  • Contactos
    • Links
    • Trocas e Vendas
  • Blog

Montanhismo

O termo “montanhismo” é aplicado para designar a actividade que consiste em subir montanhas. O objectivo do montanhismo centra-se no cume. Atingir o ponto culminante de uma determinada montanha ou o topo de uma falésia. Para tal, é frequente recorrer a técnicas de escalada, daí confundir-se intimamente com essa actividade que não é mais do que uma das suas disciplinas base, a par da marcha, esqui ou campismo/bivaque de montanha. Diferencia-se do pedestrianismo pela sua maior dificuldade e diferença de objectivos. E pode diferenciar-se, de certo modo, do alpinismo, que implica geralmente maiores dificuldades, por estar associado a alta montanha, ou seja, terrenos glaciares e/ou altitudes que obriguem a aclimatação. O acto de subir remonta às origens do Homem mas é usual considerar que o montanhismo começa a ser praticado com as primeiras ascensões sistemáticas nos Alpes (séc. XVIII) confundindo-se com a própria origem do alpinismo
A montanha atrai, pela sua espectacularidade e imponência, um grande número de admiradores. Basta constatar a afluência que se verifica todos os anos, mal caem as primeiras neves, na serra da Estrela. Mas esse mundo de rocha, neve e gelo, onde a verticalidade surge como um desafio, é também eleito por um conjunto de admiradores muito particular: os amantes do montanhismo. Indivíduos cujo “terreno de jogo” se situa em altitude, como que numa tentativa de estarem mais perto do céu.
Apesar do termo “alpinismo” se aplicar à escalada ou ascensão de montanhas, seja qual for a região do Globo onde se localizem, em Portugal esta actividade de ar livre é designada por montanhismo. Desportos como a mountain bike ou o parapente, ao aumentarem o leque de modalidades praticadas em montanha, diluíram as disciplinas de índole montanheira (tradicionalmente escalada, marcha de montanha, esqui de travessia e campismo) no seio de uma panóplia de novas abordagens do meio físico. Hoje é frequente falar-se em actividades de montanha, mas o termo “montanhismo” continua bem de saúde e recomenda-se.
A evolução do montanhismo relaciona-se com o progresso na concepção e na natureza dos materiais empregues. De início, o vestuário e o calçado eram deficientes e o material de segurança e/ou progressão praticamente inexistente.
O uso de corda afirmou-se somente em meados do século XIX, quando muitos ainda consideravam a sua utilização inconveniente: os montanheiros iam “encordados” mas, no caso de queda, sofriam o sério risco de se arrastarem uns aos outros (caso da catástrofe do Cervino, 1865), pois não estavam seguros à rocha. Os pitões começaram a ser utilizados por volta de 1910: cravados, com o auxílio de martelo, nas fendas da rocha, de modo a funcionarem como pontos de seguro, permitiram a paragem de montanhistas em queda.
Depois da II Guerra Mundial, a indústria colocou à disposição dos montanhistas um material cada vez mais especializado e variado. As velhas cordas de fibras naturais (geralmente de cânhamo ou sisal) são substituídas, nos anos 50, por cordas sintéticas e elásticas, muito resistentes e manobráveis, mesmo quando molhadas e/ou geladas.
O montanhismo em Portugal pratica-se, com altos e baixos, desde os finais do século XIX. Em 1881, durante a Expedição Scientífica à Serra da Estrela organizada pela Sociedade Geográfica de Lisboa, o Cântaro Magro foi escalado. Já não era, aliás, a primeira vez que se atingia o topo dessa emblemática montanha. Em 1912 já se falava na criação do Clube Alpino Português, no entanto, o montanhismo organizado só se viria a implantar em 1943. Na década de 50 surgem os primeiros refúgios e a escalada consolida-se no montanhismo. Mais tarde, após contactos com espanhóis, franceses e ingleses, são introduzidos os pitões, os mosquetões e o arnês.
A iniciação ao montanhismo exige o gosto pela aventura, pois trata-se de uma actividade de risco. Mas, caso a progressão seja devidamente enquadrada, os perigos serão bastante minimizados. A melhor forma de começar será inscrever-se num clube, frequentando um curso de iniciação e/ou começando a sair com montanhistas (ou montanheiros) experientes. Um conjunto de vastas possibilidades está aberto para aqueles que pretendam aventurar-se nas artes do montanhismo. Desde a prática de marcha à escalada ou ao esqui de travessia, desde as actividades em média montanha e relativamente acessíveis que se praticam no nosso País às expedições a altas montanhas no estrangeiro, há lugar para todos aqueles que sentem a paixão pelo mundo das alturas. (1)


Fonte: Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal
Bookmark and Share

Create a free website with Weebly