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Sendo a montanha o meio onde desenvolvemos as nossas actividades, não podemos ignorar que o montanhismo devido ao ambiente onde decorre, apresenta uma série de riscos que devemos conhecer, para, pelo menos, preveni-los e atenuá-los. Os perigos que existem em montanha podem ser de dois tipos: OBJECTIVOS: são os de origem natural, que nada tem a ver com o comportamento do montanheiro: queda de rochas, pedras, nevões, avalanchas, cornijas, cercas aberturas em glaciares, etc. Mudança de tempo repentina e não previstas: tempestades, raios, ventos fortes, nevoeiros, etc. Assim como o aumento repentino do caudal dos rios, etc. SUBJECTIVOS: são os que derivam do comportamento do próprio homem e por isso provocados por acções e opções do mesmo, como por exemplo: a infravalorização física, a inconsciência, desconhecimento dos perigos, ambiente e segurança. Concretamente - não ter preparação física adequada, realizar uma actividade sem os devidos conhecimentos técnicos, não utilizar o equipamento adequado, não ter uma alimentação correcta não renunciar a tempo do seu objectivo, etc.
É evidente que os
perigos e os riscos existem na montanha. Estão lá.Mas também é certo
de que uma adequada preparação, levada à prática, a nossa prudência
e a experiência adquirida dia a dia, atenuará os seus efeitos,
permitindo-nos fazer actividades de montanha com maior segurança.
NEVE – a intensidade dos nevões, as acumulações de neve e a sua evolução são determinantes no desencadeamento de avalanches. AVALANCHES - O perigo de avalanchas relaciona-se com a quantidade de neve caída, a temperatura e o vento.Os boletins nivológicos não proíbem nem autorizam a prática do montanhismo; unicamente fornecem os elementos suficientes que permitam aos praticantes analisar a situação e condições da neve e assim poder adaptar o seu comportamento ás condições da neve e ao risco previsto. RADIAÇÕES SOLARES - Conforme aumenta a altura, crescem os perigos dos raios ULTRAVIOLETAS (U.V.). Ter cuidado com os danos que podem causar as radiações solares sobre o corpo.A melhor protecção é tapar-se com roupa e colocar um produto que tenha um factor de protecção solar alto na pele exposta, principalmente nos lábios.Para os olhos usar os melhores óculos de montanha possíveis. RELÂMPAGOS - as normas básicas de protecção contra este perigo são: - evitar árvores, rochas, cabanas isoladas e superfícies de água. - procurar refúgio num bosque denso e afastar-se de cristas e arestas.
- se não houver outra possibilidade, sentar-se enrolado com as mãos
nos joelhos afastado de lugares salientes. TROVOADAS - as trovoadas com acompanhamento de descargas eléctricas , queda de chuva, neve ou granizo , supõem um perigo que , em ocasiões , se apresenta de forma súbita e seguido de bruscas descidas de temperatura. VENTO - as mudanças bruscas de direcção e força do vento tão habituais na montanha, aumentam o perigo de avalanchas (formação de cornijas e acumulações pontuais) . VISIBILIDADE – a redução de visibilidade dificulta ou impede a orientação e pode ser fonte de acidentes. As causas são: nevadas (neve acompanhada de vento), fortes precipitações e nuvens com base abaixo da linha dos cumes.
CHUVA
– a chuva
pode originar inundações repentinas, desprendimento de terras, e com
temperaturas baixas, superfícies geladas.
O êxito de uma
actividade de montanha, depende em boa medida da qualidade e do bom
estado do equipamento e do material técnico necessário.Deverá ser
adequado a época do ano, e estar de acordo com as características e
dificuldades da actividade que vamos realizar. EQUIPAMENTO MÍNIMO GERAL - Informação do percurso que se vai fazer (mapas e guias) - Mochila - Botas de montanha - Roupa de abrigo (camisa, calça de montanha, forro polar, e anorak tipo Goretex ou similar). - Chapéu para sol. - Óculos de sol (convém levar um par de óculos suplentes por grupo) - Creme labial e solar. - Lenço para o pescoço. - Peúgas e meias adequadas. - Luvas (um par suplente por grupo). - Cantil. - Comida ligeira - Caixa de primeiros socorros - Capa de chuva (que cubra a mochila) - Roupa e meias suplentes - Altímetro/bússola - Lanterna (frontal) - Capa de bivac - Saco de dormir - Colchoneta isolante - Tenda - Fogão - Utensílios para cozinhar
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Artigos básicos de
higiene É IMPORTANTE LEMBRAR – que em alta montanha pode persistir mesmo no Verão, neve e gelo em certos sítios que podem criar grandes perigos e neste caso convém usar piolet/crampons com prudência e conhecimento das técnicas de uso dos mesmos. COMUNICAÇÕES - deverão ser incluídas na nossa lista rádio-emissor ou telefone portátil ( com as devidas frequências e n.º telefónicos de emergência dos refúgios ou equipas de socorro de montanha anotadas). O material que consta nesta lista exige conhecimento técnico por parte dos montanheiros. Para enfrentar a montanha no Inverno devemos juntar á lista do equipamento geral o seguinte material: - Botas de montanha para a neve (plásticas) - Polainas - Roupa interior térmica - Luvas tipo Goretex ou similar (um par suplente)
- Gorro de lã ou
similar
- Óculos de protecção para a neve tocada a vento - Piolet - Crampons - Corda (com todo o material técnico: cintas, mosquetões, descensor, e.t.c.)
- Arnês - Aparelho detector de vítimas de avalanchas (se possível) - Pá de neve (para um eventual socorro a vítimas de avalanchas). - Bastões (melhor se forem telescópios).
Capacete Pés de gato Arnês 6 Cintas expresso Uma cinta larga com três mosquetões, para unir de forma dinâmica todas as peças de uma reunião. Bolsa de magnésio (se o calor e a dificuldade o requerem) Camiseta ligeira e cómoda
Calças / malha de
escalada.
O desportista deve cuidar especialmente da sua alimentação, controlando a qualidade, a quantidade distribuição, a variedade e o equilíbrio alimentar.
A alimentação junta
com as condições físicas treinos factores psicológicos e o meio
ambiente, constituem a base do rendimento desportivo. CONSELHOS EM CASO DE ACIDENTE
- Manter a calma e aplicar os primeiros auxílios. - Pensar num ponto de aviso mais próximo (refúgio, telefone, etc.) e modo de chegar ao mesmo. - Se fôr possível não deixar o ferido só. Em caso contrário, referenciar o sítio, para depois indicá-lo ás equipas de salvamento. - Uma vez dado o aviso, permanecer perfeitamente localizado, pois pode ser necessário colaborar no salvamento (por exemplo, indicar ás equipas de salvamento o ponto do acidente). - Em caso de necessitar de auxílio, convém avisar pessoalmente, mediante rádio – socorro do refúgio ou via telefone se fôr possível.
1º - Não abandone nem enterres os teus restos de comida, leva-os até a um ponto onde exista serviço de recolha. 2º - Cuidado com o fogo. Não acendas nunca fogo na floresta, leva já a comida preparada. Nunca atires cigarros para o chão. 3º - Respeita e cuida das fontes, rios e outros cursos de água. Não vertas neles sabões, detergentes, produtos contaminantes nem resíduos. 4º - Fecha os portões, vedações de pastagem, portas de cabanas, etc., que encontres pelo campo para impedir que entre ou se solte gado ou outros animais. 5º - Atravessa sempre os terrenos lavrados pelos caminhos marcados com esse fim. Não pises nunca as sementeiras. 6º - Respeita os caminhos. Os atalhos só servem para estragar os solos e criar barranqueiros que podem fazer desaparecer o trilho original. 7º - Não arranques nunca flores nem ramas, assim todos desfrutaremos delas. 8º - Não faças da natureza uma oficina, onde lavas o carro e mudas o óleo numa vala onde passa água da chuva. 9º - Os veículos motorizados são para usar na estrada alcatroada. Não circules com eles por caminhos. Não estragues a paz do campo nem provoques a natureza. 10º - Não acampes livremente. Utiliza os lugares próprios para o efeito, e respeita-os. 11º - A vala em volta da tenda danifica o terreno e não serve para nada. Respeita os prados onde acampas. Nunca destruas o solo cavando canais ou regos. 12º - Os cães por norma devem ir com trela para não assustarem nem molestarem o gado ou os animais livres. |